JOÃO CARVALHO

Diário de Bordo #7

Depois de três meses…
…faltam apenas três dias.
As malas já estão feitas. A casa está praticamente vazia. Os voos estão marcados e os planos para Portugal também.
Quando aterrei na Polónia, tudo era novo. Não conhecia a cidade, não conhecia as pessoas e nem sequer sabia como seria viver sozinho durante tanto tempo.
Agora olho para trás e percebo que estes três meses passaram a fazer parte de quem sou.
Aprendi a viver sozinho.
A gerir dinheiro.
A cozinhar sem depender de ninguém.
A organizar o meu tempo, planear viagens e criar uma rotina.
Mas, acima de tudo, aprendi que viver noutro país vai muito além do trabalho ou da universidade.
Ao longo destes meses conheci pessoas incríveis, fiz amizades que quero levar comigo, vivi uma cultura completamente diferente da minha e comecei a perceber um pouco melhor aquilo a que chamamos “vida adulta”.
Nem tudo foi perfeito.
Houve dias de saudades, dias em que nada corria como esperado e momentos em que só queria voltar para casa.
Mas foram precisamente esses momentos que tornaram todos os outros ainda mais especiais.
Hoje consigo perceber o privilégio que foi viver esta experiência.
Nem toda a gente tem a oportunidade de passar três meses noutro país, a crescer profissionalmente e, ao mesmo tempo, a descobrir muito mais sobre si próprio.
A última semana acabou por resumir muito bem todo o Erasmus.
Houve caos.
Ansiedade.
Tranquilidade.
E felicidade.
Antes de regressarmos, eu e alguns amigos decidimos fazer uma última viagem.
Fomos a Itália.
Não foi uma viagem para conhecer o maior número possível de monumentos. Foi uma viagem para abrandar.
Conversámos muito sobre tudo o que vivemos, sobre o futuro, sobre os nossos planos e sobre aquilo que cada um vai levar desta experiência.
Foi quase como carregar no botão de pausa antes de voltar à realidade.
Pelo meio ainda houve tempo para tratar da burocracia final.
Depois de dois dias entre assinaturas e documentação, consegui finalmente entregar tudo o que era necessário.
E, de repente…
Acabou.
Agora resta apenas esperar pelo voo de regresso.
Saio daqui com mais conhecimentos, mais autonomia e muito mais confiança em mim próprio.
Mas, acima de tudo, levo comigo histórias que nunca vou conseguir contar por completo.
Até à próxima.

Diário de Bordo #6

A partir de agora, faltam só duas semanas.
E, sinceramente, não estou a gostar nada da velocidade a que o tempo está a passar.
No início do Erasmus parecia que cada dia demorava uma eternidade. Agora, as semanas desaparecem sem eu perceber como.
Estas últimas duas foram, sem dúvida, as mais viajadas de toda a experiência.
A primeira começou completamente normal. Trabalho durante o dia, editar vídeos, passar pelo clube, voltar para casa. A rotina de sempre.
Até chegar a sexta-feira.
Foi aí que caiu a ficha.
Percebi que aquele era o meu último fim de semana livre em Cracóvia.
No dia seguinte acordei às seis da manhã, comprei um bilhete de comboio quase sem pensar e fui sozinho até Zakopane.
O plano?
Subir uma montanha com mais de 2.000 metros.
Foi uma daquelas decisões completamente impulsivas que acabam por se tornar nas melhores memórias.
Passei o dia inteiro rodeado de montanhas, caminhando por trilhos e a olhar para paisagens que pareciam irreais. Durante algumas horas nem pensei no estágio, nem no regresso, nem no facto de o Erasmus estar quase a acabar.
Só aproveitei.
Foi tão bom que, quando cheguei a casa, já estava com vontade de voltar no dia seguinte.
Mas ainda havia outra viagem pela frente.
Na quinta-feira seguinte, eu e o João apanhámos um autocarro.
Desta vez o destino era Budapeste.
Fomos visitar o Daniel e a Diana durante quatro dias e, honestamente, foi uma viagem ainda melhor do que imaginava.
Há dois anos, se alguém me dissesse que eu ia sair sozinho de um país onde estava a viver para visitar amigos noutro país, provavelmente não acreditava.
E, de repente, era exatamente isso que estava a fazer.
Como a viagem era curta, tentámos aproveitar tudo.
No primeiro dia visitámos o Parlamento.
No segundo explorámos um parque enorme e um castelo.
No terceiro fomos descobrir uma gruta e fizemos uma pequena caminhada.
E, no último dia, passámos pelo Bastião dos Pescadores e pela Ilha Margarida antes de regressar.
Mas, por muito bonitas que tenham sido todas essas paisagens… a minha parte favorita foi muito mais simples.
Depois de semanas a dormir fora de casa, de viagens e de andar constantemente de um lado para o outro, passar quase uma hora numa banheira de água quente soube melhor do que qualquer monumento.
E poder voltar a beber a minha bebida favorita, que não encontro nem em Portugal nem em Cracóvia, foi um bónus inesperado.
Agora, quando olho para o calendário, percebo que faltam apenas duas semanas.
O estágio continua a correr muito bem, continuo a aprender todos os dias e sinto que estou a aproveitar esta experiência ao máximo.
Mas, ao mesmo tempo, já começou aquela sensação estranha de querer continuar aqui e, ao mesmo tempo, saber que o fim está cada vez mais perto.
Agora resta aproveitar cada dia que falta.

Diário de Bordo #5

Já passaram dois meses desde que chegámos.
É estranho, porque o tempo já não passa tão depressa como no primeiro mês… mas continua a voar.
Acho que já deixei de sentir que estou de férias. Agora já tenho uma rotina, conheço a cidade, sei onde fazer compras, onde comer e até qual o elétrico tenho de apanhar sem pensar muito.
E, sinceramente, não quero que isto acabe.
Estas últimas semanas foram especiais, principalmente por causa das visitas.
No início da semana, os meus pais ainda estavam cá. Como já tínhamos explorado praticamente toda a cidade, decidimos fazer algo diferente e fomos visitar as famosas minas de sal. Para além de serem impressionantes, também foi interessante conhecer um pouco mais da história da Polónia.
Mas o momento que mais me marcou aconteceu no dia seguinte.
Na terça-feira, eu, o meu pai e o João fomos visitar Auschwitz.
É muito difícil explicar a sensação de estar naquele lugar.
Na escola aprendemos sobre a Segunda Guerra Mundial, vemos fotografias e ouvimos histórias. Mas caminhar pelos mesmos corredores, ver os edifícios e perceber que tudo aquilo aconteceu exatamente ali… muda completamente a perspetiva.
Foi, sem dúvida, uma das experiências mais marcantes que tive até agora.
Depois de os meus pais regressarem a casa tive dois dias normais.
Pouco depois, chegaram a Diana, o Daniel e a Matilde para passar o fim de semana connosco.
E é engraçado como um fim de semana pode parecer uma semana inteira.
Passeámos pela cidade, explorámos algumas lojas em segunda mão, experimentámos restaurantes e acabámos por sair à noite para conhecer alguns bares.
Mais do que visitar sítios novos, acho que o melhor foi simplesmente passar tempo juntos.
No final da visita fiquei com a sensação de que esta viagem acabou por fortalecer ainda mais a amizade que já tínhamos.
No estágio, as coisas continuam a correr muito bem. Na sexta-feira passada tive uma reunião com o professor João e recebi um feedback muito positivo da empresa onde estou a estagiar. Saber que estão satisfeitos com o meu trabalho foi bastante motivador.
Entretanto, esta semana recebi um novo desafio: desenvolver um rebranding para o ícone do logótipo da empresa. Tenho passado grande parte do tempo a trabalhar a partir de casa, explorando ideias e desenvolvendo propostas.
Outra experiência interessante aconteceu hoje.
Realizaram-se os Campeonatos da Polónia de axe throwing e estive durante todo o evento a fotografar, gravar vídeos e produzir conteúdo para as redes sociais.
Foi completamente diferente da rotina habitual do estágio e deu-me a oportunidade de acompanhar um evento de grande dimensão por detrás das câmaras.
No resto, a verdade é que não aconteceu nada de extraordinário.
Mas, olhando para trás, acho que estas foram, até agora, as minhas duas semanas favoritas do Erasmus.
Não porque tenham sido as mais preenchidas.
Mas porque consegui partilhar esta experiência com pessoas importantes para mim, viver momentos que dificilmente vou esquecer.

Diário de Bordo #4

Esta semana começou tudo da forma mais caótica possível.
Se tivesse de resumir a primeira semana numa palavra, seria: chuva.
Choveu quase todos os dias. E, como se a cidade tivesse algo pessoal contra mim, consegui apanhar chuva pelo menos três vezes.
No início da semana fui experimentar um restaurante de ramen recomendado por um colega de trabalho. Foi provavelmente o momento mais tranquilo daqueles dias, porque depois disso comecei uma autêntica caça ao tesouro pela cidade.
Precisava de imprimir documentação para o estágio. Fui à loja de impressão, imprimi o que precisava e fui embora satisfeito. Horas depois percebi que tinha deixado lá a minha pen.
Voltei.
Estava fechado.
No dia seguinte fui para Katowice gravar conteúdo para o estágio.
Quando regressei, tentei novamente passar pela loja.
Fechado outra vez.
Na sexta-feira, mais uma tentativa.
Fechado.
Ao fim de algum tempo já nem parecia um problema burocrático. Parecia uma rivalidade pessoal entre mim e aquela loja de impressão. No fim de semana estava tão cansado que simplesmente desisti. A pen podia esperar.
Felizmente, a segunda semana começou melhor.
Logo nos primeiros dias consegui recuperar a pen, imprimir novamente os relatórios que tinham saído mal e resolver finalmente toda a documentação. Foi daquelas pequenas vitórias que não parecem importantes, mas que tiram um peso enorme dos ombros.
E como recompensa, fui experimentar um restaurante famoso e recomendado pela internet.
No estágio, tudo continuou relativamente igual. Vou ao clube gravar conteúdo para a semana seguinte e, durante os restantes dias, trabalho a partir de casa, passando ocasionalmente pelo clube quando necessário.
Quanto mais o tempo passa, mais agradeço ter um estágio com um horário flexível. Dá-me espaço para aproveitar a experiência Erasmus para além do trabalho. Não se trata apenas de ganhar experiência profissional. Trata-se também de aprender a viver sozinho.
Fazer compras.
Cozinhar.
Gerir dinheiro.
Resolver problemas.
Entretanto, também comecei a pensar mais seriamente no futuro.
Como gostava de entrar para a equipa de voleibol da minha futura universidade, passei algum tempo a pesquisar métodos de treino e a criar um plano para melhorar a minha condição física.
Entre treinos, novas receitas, restaurantes diferentes e ruas que ainda não conhecia, fui ocupando os dias.
Mas um dos momentos mais inesperados aconteceu quando comecei a jogar voleibol numa praia pública da cidade. Aos poucos fui conhecendo pessoas novas, trocando contatos e criando amizades que provavelmente nunca teria feito se tivesse ficado fechado em casa.
E então chegou o fim de semana.
O momento que estava à espera há dias.
Os meus pais chegaram à Polónia. Pela primeira vez fui eu a mostrar os caminhos, os restaurantes, os sítios que descobri e as rotinas que construí.
Passeámos, conversámos, matámos saudades e, acima de tudo, aproveitámos o tempo juntos e vamos continuar até eles irem embora.
Se tivesse de resumir estas duas semanas numa frase, diria que começaram com uma chuva de ansiedade e terminaram com uma chuva de alegria.

Diário de Bordo #3

Já passou metade.
E o mais estranho é que parece que chegámos ontem.
Quando pensava nesta experiência de Erasmus, antes de vir para a Polónia, imaginava que três meses seriam muito tempo. Agora, olho para o calendário, e percebo que metade já ficou para trás sem que eu desse por isso.
Mas antes de chegar a essa realização, aconteceram algumas coisas nestas últimas duas semanas.
A primeira começou da pior forma possível: fiquei doente.
Durante alguns dias troquei as ruas da cidade pelo sofá de casa. Em vez de ir ao estágio, fiquei a trabalhar remotamente, recebendo vídeos e fotografias dos meus colegas para editar e preparar para publicação. Ao mesmo tempo, continuei a desenvolver material gráfico para o evento PTM da escola, criando cartazes e conteúdo para divulgação.
Como não tinha energia para muito mais, passei a maior parte do tempo dentro de casa. E acabou por ser uma pausa necessária. Entre videojogos, filmes, séries e algumas horas sem fazer absolutamente nada, consegui desacelerar um pouco e recuperar.
No final da semana comecei finalmente a sentir-me melhor. A febre desapareceu e a energia começou a voltar. Por isso, no fim de semana, eu e o João decidimos voltar à rua.
Passeámos pela praça central, explorámos algumas zonas da cidade e experimentámos restaurantes locais. Passámos por um PastaBar e, mais tarde, acabámos num clube de jazz com música ao vivo.
O João foi embora mais cedo, mas eu fiquei. E foi daqueles momentos simples que acabam por ficar na memória.
Esta última semana já foi bastante diferente.
Com a saúde recuperada, voltei ao estágio normalmente. Passei a maior parte dos dias no clube em Cracóvia, mas também fui até Katowice na sexta-feira para acompanhar algumas atividades.
Entretanto, uma coisa mudou bastante desde que cheguei: deixei de cozinhar tantas vezes.
No início parecia uma obrigação. Agora, sinceramente, prefiro aproveitar para conhecer novos sítios e experimentar mais da cidade. Tenho a sensação de que ainda há demasiado para descobrir para ficar sempre em casa.
Um dos momentos que mais gostei aconteceu na quinta-feira.
Saí para jantar sozinho, passei primeiro no Żabka e depois subi até um monte com vista para a cidade. Fiquei lá algum tempo a ver o pôr do sol enquanto as luzes começavam a aparecer aos poucos.
E antes que eu conseguisse perceber, chegámos ao meio desta experiência.
Até agora, sinto que cresci bastante. Aprendi a viver sozinho, a resolver problemas sem depender tanto dos outros, a adaptar-me a uma cultura diferente e a estar mais aberto a situações que antes provavelmente teria evitado.
Ainda faltam algumas semanas.
Mas se a segunda metade passar tão depressa como a primeira, sei que vou ter de aproveitar cada dia enquanto ainda estou aqui.

Diário de Bordo #2

Sinceramente, estas últimas duas semanas passaram tão rápido que já começam a ficar meio desfocadas na minha cabeça.
Mesmo assim, houve algumas coisas que ficaram marcadas.
No início da semana passada, eu e o João finalmente inscrevemo-nos num ginásio. Foi daquelas decisões que parecem pequenas, mas que acabam por mudar o ritmo dos dias.
Durante essa semana também fomos visitar a zona judaica e o centro judaico da cidade. E foi lá que provei uma das comidas mais famosas daqui: zapiekanka. Honestamente? É como se alguém olhasse para uma pizza e pensasse: “e se isto fosse uma baguete gigante?”. E estranhamente isso funciona.
No estágio, as semanas foram relativamente calmas. Se tivesse de resumir tudo numa frase seria: chegar ao clube, gravar vídeos, editar stories e repetir tudo outra vez no dia seguinte.
E, juntamente com a Diana, também desenvolvi um cartaz para o festival de música que a escola está a organizar.
No último fim de semana, decidi sair sozinho para andar sem destino pela cidade. No sábado fui cortar o cabelo, almoçar e simplesmente caminhar. Acabei por explorar ainda mais a zona judaica, e acho que é uma das partes mais bonitas da cidade.
No dia seguinte, eu e o João saímos à noite para passear pelo centro e aproveitar a cidade iluminada. Também aproveitámos para tirar algumas fotos para as redes sociais.
Entretanto, nesta última semana, a Susana visitou o meu estágio para perceber como tudo funcionava, e confirmar se eu me estava a portar-me bem.
E então chegou este fim de semana.
A ideia inicial era voltar a explorar a cidade, descobrir sítios novos e fazer alguma coisa produtiva. Mas a verdade é que transformei estes dois dias num autêntico “fim de semana de recuperação”. Fiquei praticamente os dois dias no sofá, e honestamente, acho que precisava disso.
No geral, sinto que esta experiência de Erasmus+ está mesmo a correr bem. Já conheço melhor a cidade, começo a perceber como as coisas funcionam aqui e, acima de tudo, sinto-me mais confortável a viver sozinho.
Acho que fiquei menos dependente, mais responsável, e muito mais aberto a experiências novas.
Muito obrigado e até à próxima.

Diário de Bordo #1

A ficha ainda não caiu.
Já passaram 8 dias desde que cheguei à Cracóvia e, se me perguntarem, parece mais uma viagem longa do que uma mudança de vida.
Tudo começou numa daquelas madrugadas estranhas em que o mundo ainda está meio desligado. Eu e o João saímos das nossas casas, com aquela mistura de sono e adrenalina, rumo ao aeroporto. Chegámos cedo, demasiado cedo, e entre portas de embarque e cadeiras desconfortáveis, o tempo foi passando devagar.
No primeiro voo, apaguei completamente. No segundo, ainda tentei ver um filme… mas foi daqueles voos em que piscas os olhos e, de repente, já estás a descer. Quando dei por mim, estávamos a aterrar.
Nova cidade. Novo país. Mesma sensação, meio irreal.
Chegámos ao estúdio, largámos as malas e fizemos o mais lógico possível: fomos ao McDonald’s. Primeira “refeição cultural” resolvida.
Depois disso, saímos sem plano. Só andar. Vimos praça central, depois um parque, depois ruas que parecem saídas de outra época.
Mais tarde, parámos no Biedronka, mesmo ao lado de casa. Com aquela clássica missão: compras “rápidas” que nunca são rápidas. Foi ali que caiu a primeira pequena realidade, não consigo perceber nada daquilo que está escrito
E foi assim que a semana começou.
Entre transportes públicos que aos poucos começaram a fazer sentido e novos colegas de estágio, os dias foram ganhando forma. Houve pequenas vitórias: encontrar um ginásio, perceber como não nos perdermos na cidade, e dominar o básico da sobrevivência.
E depois houve os detalhes que ninguém te conta. Tipo o cachorro-quente do Żabka às tantas da noite. Ou o choque de perceber que cozinhar para ti próprio deixa uma quantidade absurda de loiça.
Na segunda-feira, conhecemos o Erick, basicamente o nosso “guia não oficial” para os transportes da cidade. Na quinta, saí completamente da zona de conforto: fui até outro espaço da Axe Nation… noutra cidade (Katowice). Primeira vez a comprar bilhetes, primeira vez a perceber que agora já não há “manual”.
E no meio disto tudo, sábado.
Sem planeamento, sem expectativa, acabámos a encontrar um grupo de portugueses. E do nada, estava no meio da rua a aprender a dançar kuduro. Em plena Polónia.
Se me dissessem isto há duas semanas, eu não acreditava.
Agora? Agora faz todo o sentido.
E é estranho, porque no meio de tanta coisa nova, ainda parece que estou só de passagem.
Mas talvez seja assim que começa.
Até à próxima.